ORÇAMENTO PESSOAL - FAMILIAR

ORÇAMENTO PESSOAL

Ano novo, vida nova. A chegada do período de festas de fim de ano, em que costuma haver um recesso de atividades, é o momento certo para você refletir e tomar decisões que podem mudar o seu destino. É também a hora de dar início às ações que vão permitir alcançar os seus objetivos.

Como as mudanças geralmente envolvem dinheiro, planejar o seu orçamento pessoal para 2021 com certeza vai ser essencial nesse processo. Mas como fazê-lo de uma forma eficiente, sem desanimar? Hoje há vários recursos tecnológicos que podem ajudá-lo, mas, o principal está dentro da sua cabeça. Você precisa saber o que deseja, conhecer bem a sua receita e despesas, assumir o controle financeiro pessoal e traçar um plano.

Confira a seguir o passo a passo que sugerimos para você alcançar as suas metas em 2021.

Estabeleça as suas metas

Pense sobre o que você deseja fazer em 2021, quais são as suas prioridades. Se você está endividado, eliminar as dívidas deve ser a primeira meta da sua lista, para então depois começar a poupar e pensar em projetos maiores. Liste o que deseja realizar, seja uma viagem, a troca do carro, a ampliação dos investimentos.

Anote receitas e despesas

O primeiro passo para planejar o seu orçamento pessoal é saber exatamente de quanto é a sua renda mensal e quais são os seus gastos. Durante um mês, anote tudo que receber e gastar e analise ao final do período a sua situação financeira. Depois de analisar a sua situação financeira, você pode traçar um plano, saber como vai alcançar seu objetivo, o que precisa fazer e por quanto tempo.


Planeje o orçamento pessoal


Uma ótima forma de organizar o seu orçamento pessoal é seguindo a regra dos 50-15-35, dividindo as suas despesas em três grupos: as essenciais (aluguel, alimentação, luz,  água e transporte)  as prioridades financeiras (previdência, investimentos e dívidas de longo prazo) e os gastos relacionados ao estilo de vida (academia, viagens, restaurante e tevê a cabo). Elas devem receber 50%, 15% e 35% da sua receita. Isso facilita identificar o que pode ser cortado rapidamente ou não.

 

Livre-se das dívidas o mais rápido

Enxugue tudo o que puder dos seus gastos, renegocie, faça sacrifícios para quitar o mais rápido possível as suas dívidas, pois, quanto mais tempo ficar devendo, mais juros pagará. Se você está devendo o cheque especial ou o cartão de crédito e tem um carro, mesmo que usado, pode tentar um refinanciamento do veículo. Esse tipo de crédito, que tem com garantia o bem (mas você perde o carro se não pagar o empréstimo), tem uma taxa de juros em torno de 2% ao mês, enquanto as do cheque especial e cartão estão acima dos 12% ao mês.

Faça uma reserva e se proteja de imprevistos

Assim que você quitar suas dívidas, deve priorizar poupar para formar uma reserva financeiro. Se conseguir juntar seis vezes a sua renda mensal, estará protegido contra o desemprego, por exemplo, durante um semestre. O ideal é que esse montante seja economizado a partir de sacrifícios da parte da receita que seria destinada para melhorar o estilo de vida. É importante que você aprenda a não gastar tudo que ganha em um mês.

 

 

Engorde a sua poupança

Para conseguir poupar mais, é preciso cortar despesas e negociar sempre os seus custos. Procure comprar sempre à vista e peça descontos. Observe o mercado e pesquise preços antes de tomar uma decisão.  Outra forma de aumentar as suas economias é crescer a sua receita. Procure guardar o dinheiro extra que entrar.

Diversifique os investimentos

Se você já tem uma reserva financeira para imprevistos, já cresceu o seu bolo na poupança, está na hora de pensar em diversificar os investimentos e se arriscar um pouco mais, para tentar ganhar um pouco mais. Estude os produtos oferecidos pelo seu banco, como CDB, Renda Fixa, Títulos Públicos e até Fundos de Ações. Comece a diversificar um percentual pequeno, de no máximo 10% da sua carteira, para minimizar possíveis perdas.

Para cada objetivo um plano

Se você deseja comprar um celular de última geração, que custa R$ 4.000, o tempo e o valor que precisa juntar todo mês vai ser bem diferente daquele necessário para comprar um carro zero quilômetro popular de R$ 40.000. No primeiro caso, se juntar R$ 400 por um ano, em um período de 10 meses, terá mais do que o que precisa, considerando os juros da poupança. No segundo caso, vai precisar economizar R$ 600 por pelo menos três anos. A vantagem é que, se tivesse financiado o carro, por exemplo, os juros pagos teriam sido suficientes para comprar um segundo automóvel.

Pense bem antes de comprar

As compras por impulso são as grandes vampiras das nossas finanças pessoais. Por isso, deve-se pensar antes de realizar uma aquisição. Esse produto é mesmo indispensável? Preciso comprá-lo agora? Não posso esperar mais um pouco, talvez uma promoção. Eduque-se a ser racional sempre que o assunto envolver dinheiro.

Em princípio, planejar o orçamento pessoal pode parecer chato, algo baixo astral para se fazer em épocas de festas. A boa notícia é que, uma vez que você assumir o controle da sua receita e despesas, vai pegar gosto de fazê-lo. Em especial quando os resultados começarem a aparecer e a quantidade de dinheiro que conseguir juntar crescer.

 

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