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fevereiro 6, 2015

Nova fase da Lava Jato investiga BR Distribuidora

BR Distribuidora (Foto: Divulgação) A Operação Lava Jato deflagrada na manhã desta quinta-feira (05/02) inclui investigações sobre 26 empresas e o possível pagamento de comissões a func...
fevereiro 6, 2015

Haddad desapropria 61 ‘Pacaembus’ para estatizar garagens de ônibus

Haddad anuncia novas regras para comida de rua (Foto: Bruno Ulivieri / Brazil Photo Press)

O prefeito Fernando Haddad (PT) publicou nesta quinta-feira (05/02) no Diário Oficial da Cidade 12 decretos de utilidade pública para desapropriar garagens de ônibus na capital paulista. Juntos, os terrenos expropriados somam 433,2 mil metros quadrados, uma área equivalente a 61 campos de futebol com a metragem do que existe no Estádio do Pacaembu, na zona oeste da cidade.

Com a medida, a Prefeitura tem o objetivo de facilitar a concorrência dos interessados em disputar a concessão do sistema de transportes na capital. O novo edital que define as regras administrativas e operacionais para a rede deve ser lançado ainda neste semestre. A gestão petista ainda não sabe por quantos anos concederá o serviço para as empresas ou consórcios vencedores do certame.

No domingo, 1, Haddad disse que espera um capitalismo concorrencial para o setor, em vez do modelo atual, "patrimonialista". Hoje, o serviço concedido de coletivos na cidade está nas mãos de poucas famílias, como Ruas, Belarmino e Saraiva.

As empresas são as próprias donas das garagens onde estacionam, consertam e abastecem os veículos. Dessa forma, em caso de uma nova licitação, concorrentes de fora ficariam potencialmente em desvantagem, já que não têm assegurados terrenos para colocar a frota (que tem quase 15 mil veículos, entre empresas e cooperativas).

"Hoje em São Paulo eu diria a você que é impossível (conseguir um terreno para construir uma garagem). Não tem problema a garagem ser até concedida, mas ela não pode ficar ao bel prazer do empresário, que pode vender para um empreendimento imobiliário. Isso é que não dá mais para conviver, é muito risco para o sistema", disse o prefeito.

Não foram divulgadas estimativas dos custos das desapropriações. O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, explicou que a declaração de utilidade pública das garagens não obriga a Prefeitura a desapropriá-las imediatamente, dando-lhe um prazo de cinco anos para esse fim. "O importante é que você garante que este imóvel não será comercializado, inclusive para outras atividades. Aí, agora, fazemos com calma, verificando a disponibilidade de recursos da Prefeitura, garagens estratégicas. Fica a critério do orçamento e da necessidade real da Prefeitura", afirmou ele no mesmo dia.

Existem cerca de 20 garagens de ônibus na capital paulista. Das que foram publicadas nos decretos desta quinta-feira, 5, a maior tem 94,1 mil metros quadrados e fica no Tremembé, na zona norte da capital paulista. Os outros terrenos estão em distritos como Mandaqui e Cachoeirinha, na zona norte, Raposo Tavares e Jaguaré, na zona oeste, Parque do Carmo e Itaquera, na zona leste, e Grajaú, na zona sul.

fevereiro 6, 2015

Cunha autoriza instalação de CPI da Petrobras na Câmara

Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara (Foto: Agência Brasil) O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autorizou na manhã desta quinta-feira (05/02) a criação da Comissão Pa...
fevereiro 6, 2015

Vaccari Neto foi citado por delatores durante investigações da Lava Jato

Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na sede da Polícia Federal, em São Paulo (Foto: Agência Estado )

O tesoureiro do PT João Vaccari Neto prestou depoimento à Polícia Federal, em São Paulo, nesta quinta-feira (05/02). O mandado de condução coercitiva de Vaccari foi cumprido na nona fase Operação da Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. Vaccari foi levado à Superintendência, na zona oeste da capital paulista, onde chegou às 9h30 e depôs durante três horas.

Durante a investigação da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, personagem central da operação, apontou o tesoureiro como um dos operadores do esquema de pagamento de propina na diretoria de Serviços da estatal.

Integrantes da força-tarefa da Lava Jato informaram nesta quinta-feira (05/02) que a nova operação deflagrada teve como objetivo coletar provas de desvios ocorridos na Diretoria de Serviços da Petrobras que teria a participação do tesoureiro nacional do PT, Vaccari Neto. Segundo integrantes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal há suspeitas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro dentro da Petrobras, ocorrido até o ano de 2014.

Segundo a PF, Vaccari é um dos onze operadores de possíveis esquemas que a instituição está investigando. "Os fatos investigados vão até o ano de 2014. Não podemos dizer a data de início do esquema, mas fatos aconteceram até o ano passado", afirmou o procurador federal Carlos Fernando. "A Investigação na BR Distribuidora envolve possível pagamento de comissões para funcionários. A empresa envolvida no esquema com BR Distribuidora é de Santa Catarina e produz tanques", explicou o representante da Polícia Federal, Igor Romário de Paula.

+ Vaccari Neto se recusou a abrir portão e PF teve de pular muro para entrar 

Delações
Além da delação de Youssef, o petista foi citado também na delação premiada do ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco Filho, homologada pela Justiça Federal no Paraná. Barusco afirmou que fez uma "troca de propinas" com o tesoureiro. Ele contou que possuía um "crédito" da empreiteira Schahin Engenharia, gigante que atua também nas áreas de petróleo e gás, mas estava encontrando dificuldades em receber o dinheiro.

O ex-gerente disse que procurou Vaccari pela boa relação do petista com a Schahin. A diretoria de Serviços da Petrobras, unidade estratégica da estatal, era cota do PT. Por ela passam todos os procedimentos de licitações e contratação da estatal. Por meio da assessoria de imprensa do PT, o tesoureiro nega ter feito troca de propinas.

Durante as investigações, a força-tarefa da Lava Jato relacionou uma suposta entrega de dinheiro para Marice Corrêa de Lima, cunhada do tesoureiro, solicitada por um executivo da empreiteira OAS, com duas movimentações da contabilidade do "money delivery", operado por Youssef.

Na denúncia criminal que ofereceu contra seis executivos do Grupo OAS, em dezembro do ano passado, o Ministério Público Federal considerou como elemento de prova o cruzamento do monitoramento telefônico do doleiro, com José Ricardo Nogueira Breghirolli, com a contabilidade informal de Youssef para indicar o pagamento de valores para Marice, em dezembro de 2013.

"Diálogo travado em 3 de dezembro de 2013, no qual (Youssef e Breghirolli) combinam duas entregas a serem feitas por Youssef. A primeira, no mesmo dia 3, aos cuidados de Sra. Marice, no endereço Rua Doutor Penaforte Mendes, 157, AP 22, Bela Vista", informando que a entrega e a mando de "Carlos Araújo", registra a denúncia.

Em janeiro deste ano, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entregue aos investigadores da Lava Jato registrou uma movimentação considerada suspeita em 2009 de R$ 18 milhões envolvendo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, ligado à CUT, a Bancoop, cooperativa criada pela entidade cujo presidente era o atual tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e a Planner Corretora de Valores.

Em 23 de novembro de 2009, a Bancoop recebeu R$ 18.158.628,65 do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo, informou o Coaf, órgão de inteligência do Ministério da Fazenda. "Na mesma data, foram transferidos R$ 18.151.892,51 para a empresa Planner Corretora de Valores", registra o documento enviado à Polícia Federal e anexado ao processo em que foi decretada a prisão preventiva de Nestor Cerveró, ex-diretor de Internacional da Petrobras.

Vaccari afirma que jamais arrecadou propinas para o PT
O tesoureiro do PT João Vaccari Neto afirmou à Polícia Federal nesta quinta feira (05/02) que todas as contribuições obtidas por ele para o partido "foram absolutamente dentro da lei". Sobre a denúncia do delator Pedro Barusco, de que arrecadou até US$ 200 milhões "em propinas" para o partido, Vaccari desmentiu, por meio de seu advogado. "Essa informação não procede", rechaçou com veemência o criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso, que defende o tesoureiro do PT.

Em nota que será divulgada ainda na tarde desta quinta feira, 5, Vaccari ressalta que "há muito tempo estava ansioso para se manifestar e prestar os esclarecimentos, corrigindo muitas impropriedades que saíram publicadas pela imprensa de modo geral envolvendo seu nome".
"Essa oportunidade aconteceu hoje", declarou Luiz Flávio Borges D'Urso. "(Vaccari) compareceu na Polícia Federal, prestou todos os esclarecimentos, respondeu todas as perguntas." Segundo o criminalista, Vaccari "esclareceu (à PF), em especial, que enquanto secretário de Finanças do PT jamais recebeu dinheiro em espécie". "O PT não tem caixa 2, o PT não tem conta no exterior", diz o texto divulgado por Vaccari. "Todas as contribuições ao partido, vindas pela Secretaria de Finanças por mim, foram absolutamente dentro da lei."

D'Urso fez uma ressalva sobre o fato de Vaccari ter sido conduzido coercitivamente à PF por ordem judicial. "Entendo desnecessário a condução coercitiva. Bastaria intimar o sr. Vaccari que ele compareceria e prestaria declarações, colaborando com a investigação, aliás, como sempre fez."

fevereiro 6, 2015

Tsipras diz que Grécia negociará e porá fim à troika

Alexis Tsipras, novo primeiro ministro da Grécia (Foto: Agência EFE)

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse nesta quinta-feira que negociará com os sócios da UE (União Europeia), de quem espera "propostas", e garantiu a segurança dos depósitos bancários, após o Banco Central Europeu (BCE) anunciar que deixaria de aceitar os bônus helenos como garantia.

"Todos podem estar seguros de que este governo fará o que diz, o que impõe a história deste país. A Grécia já tem sua própria voz e sua própria capacidade de negociação", afirmou Tsipras na primeira sessão do grupo parlamentar da coalizão Syriza após a constituição do novo parlamento.

O primeiro-ministro lembrou que nos últimos dias o governo grego apresentou suas propostas aos parceiros europeus e agora espera as de seus sócios.

"Esperamos com muito interesse as propostas da Alemanha. Hoje não escutamos nada de concreto", disse Tsipras em referência ao encontro que de hoje em Berlim entre os ministros de Finanças da Alemanha e da Grécia, Wolfgang Schauble e Yanis Varufakis, respectivamente.

O primeiro-ministro pediu "tempo" e ressaltou que não "apenas a Grécia necessita dele, mas toda a Europa".

"Respeitaremos as regras e pedimos a nossos sócios que respeitem a democracia", afirmou Tsipras.

"Pedimos que respeitem a vontade do povo de não continuar com um programa errôneo que teve como consequência a perda de 25% do PIB, o aumento da dívida para quase 180% do PIB, que levou um milhão e meio de pessoas a perderem seu trabalho e a população a empobrecer", acrescentou.

Tsipras se mostrou decidido a "não trair a confiança dos cidadãos" e a respeitar o "compromisso" adquirido nas urnas.

Além disso, o primeiro-ministro assegurou que os depósitos bancários estão "completamente garantidos" e reiterou que "a democracia grega não pode ser chantageada, pois também na Europa a democracia não pode ser chantageada".

"Os gregos fizeram sua escolha. Não há possibilidade de voltar aos anos difíceis", disse Tsipras, reiterando que os que "não aceitam isso, não contribuem para nosso futuro comum".